Apesar da queda registrada, indicador ainda revela razoável grau de otimismo

São Paulo, 19 de outubro de 2011 – O consumidor paulistano está menos confiante em outubro, aponta o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), do município de São Paulo apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador apresenta retração de 1,4% em outubro ao atingir 151,9 pontos ante 154,1 pontos no mês de setembro, em escala que varia de 0 a 200 pontos e demonstra otimismo quando acima dos 100 pontos.

Em outubro, a satisfação dos consumidores e suas expectativas com o momento atual apresentaram queda. O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede o grau de satisfação dos consumidores com o momento atual da economia, assinala declínio de 2,2% ao passar de 152,3 pontos em setembro para 149 pontos em outubro. Dos segmentos analisados pelo ICEA, o item que mais contribuiu para a evolução desfavorável do indicador foi os consumidores com idade superior a 35 anos, que apresentou baixa de 5% ao atingir 141,6 pontos ante 149,1 em setembro.

Já o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), registra queda de 0,9% ao passar de 155,3 pontos em setembro para 153,9 em outubro. Neste mês, no indicador que compõe o ICC, e demonstra a concepção do consumidor em médio e longo prazo, destaca-se a assimetria verificada na faixa etária dos consumidores paulistanos. Enquanto aqueles com idade superior a 35 anos se demonstram bastante pessimistas – com queda de 3,2%, atingindo 148 pontos em outubro ante 151,7 em setembro – os consumidores abaixo dessa faixa etária estão ligeiramente mais otimistas e mantém estabilidade de 0,4% ao passar de 157,3 pontos em setembro para 157,9 em outubro.

Para a Assessoria Técnica da Fecomercio, apesar da queda do nível de confiança, o ICC ainda revela um razoável grau de otimismo por parte dos consumidores paulistanos, impulsionado pelos resultados consistentes do mercado de trabalho, como a estabilização do emprego e os sucessivos ganhos dos rendimentos das famílias.    Cabe ressaltar que, comparado a igual período de 2010, o indicador encontra-se 2,2% menor e confirma atmosfera menos favorável que do ano anterior. Por fim, o ritmo de queda da confiança do consumidor está espelhada nas instabilidades do momento econômico do País devido à crise internacional, sobretudo, ao longo do mês de setembro.

Nota metodológica

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela Fecomercio desde 1994. Os dados são coletados junto a cerca de 2.100 consumidores no município de São Paulo. O objetivo da pesquisa é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

A metodologia do ICC foi desenvolvida com base no Consumer Confidence Index, índice norte-americano que surgiu em 1950 na Universidade de Michigan. No início da década de 90, a equipe econômica da Fecomercio adaptou a metodologia da pesquisa norte-americana à realidade brasileira. Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no país, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central.

Print Friendly, PDF & Email