O prefeito prestigiou a primeira noite de apresentação das escolas de samba e lançou a campanha de Prevenção às DST/AIDs com o ministro da Saúde e participação da Secretaria Municipal Saúde. São esperadas 110 mil pessoas no Sambódromo para assistirem aos desfiles.

Na noite desta sexta-feira (17), o prefeito compareceu ao Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte, para a abertura oficial do carnaval paulistano. As arquibancadas estavam lotadas e o público animado para participar da festa mais famosa do Brasil. O prefeito recebeu os convidados no Camarote da Cidade e acompanhou o ministro da Saúde em uma das ações de promoção da campanha de conscientização do uso da camisinha. O tema desse ano é “Na empolgação rola de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”.
Para o prefeito, o carnaval de São Paulo e a infraestrutura do Sambódromo estão cada vez mais preparados para receber o público. “A expectativa para esses dias de festa é a melhor possível. O tempo ajudou, o Sambódromo passou por reformas para receber melhor o público, a área da dispersão foi ampliada para garantir mais agilidade na saída das escolas de samba e as arquibancadas estão com toda a infraestrutura para atender, da melhor forma possível, as pessoas. Os investimentos aprimoram a qualidade do carnaval e o resultado para a cidade é o melhor”, disse o prefeito.
A estimativa é de que 110 mil espectadores compareçam ao Sambódromo para acompanhar os desfiles do Grupo Especial (17 e 18/02), do Grupo de Acesso (19/02), das Escolas da Uesp (20/02), e no desfile das Campeãs (24/02). Anualmente, a Passarela do Samba, como também é conhecido o Sambódromo, passa por reformas e ajustes para atender cada vez melhor o público que assiste aos desfiles das escolas.
A novidade deste ano é a ampliação da área de dispersão que passou de sete mil m² para 14 mil m². A conquista era uma reivindicação antiga dos foliões e das diretorias das escolas de samba que agora têm mais espaço para organizar os carros alegóricos no momento da saída.
Campanha contra a Aids
O prefeito acompanhou o ministro da Saúde na promoção da campanha contra a Aids. Só em São Paulo, no período do carnaval, meio milhão de camisinhas serão distribuídas em parceria com as secretarias estadual e municipal de Saúde.
“É importantíssimo o trabalho do Ministério da Saúde, que leva para todo o Brasil a mensagem em relação ao sexo seguro e das políticas públicas relacionadas ao tema. A Secretaria Municipal da Saúde dá todo apoio a essas ações”, ressaltou o prefeito.
O tema desse ano é “Na empolgação rola de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua” e o trabalho contará com a participação de 200 técnicos e agentes de prevenção, que orientarão os foliões sobre os riscos de infecção pelo HIV e a importância do uso do preservativo em todas as relações sexuais. Desde janeiro, os agentes da campanha visitam ensaios das escolas, festas de rua e blocos carnavalescos em diversas regiões da cidade.
“Esse ano o ministério tem como público alvo os jovens gays porque os nossos dados mostram que, apesar da redução em 20% da infecção por HIV nos jovens em geral, aumentou em 10% o número de soros positivos entre os jovens gays de 19 a 24 anos. Queremos chamar a atenção dessa população e para o fato de que a Aids não tem cura”, explicou o ministro.
Para contribuir com a Campanha Nacional, a Secretaria Municipal de Saúde está divulgando pelo terceiro ano consecutivo a campanha “Camisinha na Folia”, presente nos desfiles das escolas de samba, em bailes, bandas carnavalescas e nos terminais rodoviários. A expectativa é de que o Programa Municipal de DST/Aids (PM DST/Aids) distribua meio milhão de preservativos no período de carnaval.
O trabalho contará com a participação de 200 técnicos e agentes de prevenção, que orientarão os foliões sobre os riscos de infecção pelo HIV e a importância do uso do preservativo em todas as relações sexuais.
O Programa e seus agentes de prevenção estarão no Sambódromo durante os dois dias de desfiles das escolas do Grupo Especial. O trabalho de prevenção não se limita à época do carnaval. A entrega de camisinhas e a orientação à população, tratamento às DST/HIV/Aids e a realização de testes rápidos acontecem em qualquer época do ano, nas unidades e serviços municipais especializados.
Turismo
Segundo o Observatório do Turismo, núcleo de pesquisas da SPTuris, 23 mil turistas estão em São Paulo para acompanhar o carnaval e movimentam aproximadamente R$ 64 milhões. Os visitantes são, em sua maioria, brasileiros, vindos principalmente do interior de São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os estrangeiros são prioritariamente dos Estados Unidos e da América do Sul (Argentina, Colômbia, Bolívia).

Print Friendly, PDF & Email