As obras da Praça das Artes têm como objetivo restaurar o prédio do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e construir edificações destinadas a abrigar as sedes das Escolas Municipais de Música e de Dança, dos Corpos Artísticos e o Centro de Documentação Artística da cidade. O complexo cultural vai auxiliar na requalificação da região.

O prefeito de São Paulo vistoriou as obras da Praça das Artes, no Vale do Anhangabaú, região central. O projeto tem como objetivo restaurar o prédio do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e construir edificações destinadas a abrigar as sedes das Escolas Municipais de Música e de Dança, dos Corpos Artísticos e o Centro de Documentação Artística da cidade. Além disso, o complexo cultural vai auxiliar na requalificação da região ao contribuir com o Projeto de Revitalização do Centro.

 

 

Durante a vistoria, o prefeito, acompanhado pelos secretários do município de Cultura e de Infraestrutura Urbana e Obras destacou a contribuição da Praça das Artes para a revitalização da região. “Essa é uma obra muito importante que ajuda na requalificação do centro porque vai atrair mais pessoas para cá. Até o mês de julho, muito possivelmente, teremos a inauguração do primeiro prédio da Praça das Artes e, ainda neste ano, ela deve estar em pleno funcionamento”, disse o prefeito.

 

A Praça das Artes está localizada na Quadra 27, no Anhangabaú, e é delimitada pela Avenida São João e pelas ruas Conselheiro Crispiniano e Formosa. O projeto consiste na construção de um edifício denominado Corpos Artísticos que possuirá 11 andares e abrigará as salas de ensaio da Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade, Coral Lírico, Quarteto de Cordas e o Coral Paulista. Também prevê a restauração do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, o que garante à música de Câmara um espaço reservado para sua prática e para que ela retome o papel de destaque na agenda cultural da cidade. Além disso, segundo Calil, as novas instalações da Praça das Artes garantirão maior sinergia entre os grupos artísticos do Theatro Municipal, que possui escolas de dança e de música, duas orquestras, dois corais, um balé e um quarteto de cordas atualmente espalhados em prédios pela cidade.

 

 

A Praça das Artes, assim, contribui ainda para retirar grande parte dos ensaios desses grupos do palco do Theatro Municipal, liberando-o para um número maior de apresentações artísticas para a população. Segundo o secretário de Cultura, as intervenções também resolverão um antigo problema urbanístico do local a partir da interligação do Vale do Anhangabaú e o Largo do Paissandu. “Esperamos que o projeto consiga naturalmente trazer requalificação para esta área que é fundamental para o centro: o Anhangabaú. Deixaremos o legado da recuperação urbanística desse local que é conhecido como Cinelândia”, frisou o secretário.

 

 

Ao lado do Conservatório será erguido o edifício do Centro de Documentação Artística, que abrigará o acervo do Conservatório. Este acervo será higienizado, restaurado e, futuramente, aberto à consulta pública. O prédio das escolas de Música e Dança terá comunicação com o Conservatório Dramático e Musical e terá áreas ajardinadas com quiosques, bancas de revistas, cafés, livraria, floricultura e uma alameda de serviços com caixas eletrônicos. Por fim, a Praça das Artes será composta por um estacionamento com saída para a Rua Conselheiro Crispiniano com 200 vagas distribuídas em dois pavimentos.

 

crédito das fotos – Fábio Arantes/Secom

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